Blog da Pands

20/03/2008

TRADICIONAL CARTUM DE PÁSCOA

Escrito por cg às 18h50

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18/03/2008



Mais um cartum sobre vida no escritório que publico todo mês na revista VOCÊ S/A.

Escrito por cg às 20h05

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17/03/2008

NA ILUSTRADA DE ONTEM

Chico Bacon leva seu mau humor à MTV

Baixinho das tiras de Caco Galhardo é vivido por ator de carne e osso em vinhetas dirigidas por Mário Bortolotto

LUCAS NEVES
DA REPORTAGEM LOCAL



O novo VJ da MTV é baixinho, barrigudo e marrento que só. Para desespero dos figurinistas, não há quem o convença a trocar o "conjuntinho" short vermelho/camisa amarela. O departamento de relações públicas também sofre para zelar pela imagem do contratado, já que suas investidas amorosas sempre acabam em, digamos, onomatopéias ("pow", "puf"...).
O novato atende pelo nome de Chico Bacon e foi "importado" das tirinhas criadas por Caco Galhardo e publicadas nesta Ilustrada nos últimos três anos. Até o fim deste semestre, o personagem deve surgir, nos intervalos comerciais da MTV, como protagonista de vinhetas de 30 segundos.
As primeiras cinco "pílulas" (que a equipe encara como um piloto) foram gravadas na semana passada, com o ator Fabio Espósito, 37 e 1,68 m, na pele do irascível diminuto. Ele comenta a caracterização: "A barriguinha é efeito especial de anos e anos de bar; para o figurino, fizeram uma roupa acolchoada que torneia o desenho do meu corpo. Não deixa de ser sexy, é só outro ponto de vista".
Para sublinhar a diferença de estatura entre Bacon e a mulher gigante de quem ele coleciona "foras", Espósito fez cenas sentado no chão, com uma câmera pousada no ombro. A beldade monumental com que contracenou é Luna Martinelli ("superalta, tem 1,80 m fácil", segundo Espósito).
A idéia de apresentar Bacon à TV foi do "pai" da criatura. "Estava com vontade de brincar com atores. Já tinha feito animações no Cartoon Network [vinhetas com os personagens de "Os Pescoçudos", em 2004, e "O Pequeno Pônei", em 2006] e queria experimentar a mistura de dramaturgia, televisão e cartum", diz Galhardo.

Atrás de diversão

Despretensioso, ele não vê nas vinhetas -dirigidas pelo ator, dramaturgo e amigo Mário Bortolotto, que "foi superfiel ao original"- um aquecimento para uma série propriamente dita (com episódios de 20, 30 minutos). "Ninguém sabe o que vai virar. O tesão do negócio é a experiência, o processo, a diversão."
O certo é que, até o fim do ano, Bacon volta ao seu "habitat natural" (a folha impressa), em uma história em quadrinhos inédita que integrará um dos volumes de uma "caixa Galhardo" -os outros serão dedicados a "Julio & Gina" e "O Pequeno Pônei".
Além disso, ele assina a HQ "Quando Parei de me Preocupar com Canalhas" ("sobre a minha opção por me alienar politicamente"), que a revista "Piauí" publica em breve, e finaliza uma história em que brinca com Popeye.
Na linha dramaturgia + cartum pela qual ele diz ter interesse, o próximo passo pode ser a chegada do casal-encrenca de "Julio & Gina" aos palcos, com um empurrãozinho de Hugo Possolo, do grupo Parlapatões.

Escrito por cg às 12h50

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NO OMBUSDMAN DA FOLHA

Nas charges, o mundo é quase só de machos



A Folha desperdiçou, sábado retrasado, a chance de contar histórias saborosas a partir de estatísticas. Titulou: "Crescem uniões de mulheres mais velhas que os homens". Veicularam-se percentuais, mas não se exibiu um só casal. Reportagem sem gente e encanto. Número não convive com número, não se apaixona.

Alguns leitores tomaram a charge que acompanhou o texto, reproduzida ao lado, como uma afronta às mulheres. São opiniões legítimas, das quais discordo. Não é função do cartum ser fiel a estudos -velhinhas não são maioria entre as mulheres-, mas pintar o mundo com humor. Não creio que seios rastejantes incitem discriminação.

O autor, Caco Galhardo, é um dos craques do excepcional time de chargistas da Folha. Composta quase só por homens, a equipe acentua a testosterona no jornal. O editor de Arte, Fabio Marra, comenta: "A falta de mulheres em charges não é apenas nacional, mas mundial. O curioso é que existem ótimas ilustradoras, mas poucas parecem se interessar pelo humor curto e mordaz das charges e tiras. Apesar dos concursos que fizemos, na Folha temos apenas a quadrinista Chiquinha, no Folhateen, e a argentina Maitena, no Equilíbrio".

(Mário Magalhães)

Escrito por cg às 12h23

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NO BLOG DO TAS

Caco Galhardo e o BBB8



Na terça, resolvi assistir por alguns minutos o para mim ainda inédito BBB8. Queria entender por que tanta gente acompanha os "confinados dentro da casa" e a mídia gasta mega litros de tinta e espaço com o assunto, inclusive o nosso UOL. Confesso que fui fulminado pelos raios catódicos saídos da tela da TV. Eu, otimista incorrigível quanto ao futuro da espécie humana, quase me deprimi. Cheguei a orar pelo Pedro Bial. Quem nasceu agora não sabe, mas o cara já foi referência de qualidade para os jornalistas da minha geração. Ele não merecia esse "sucesso".

O problema do BBB não é que o programa é ruim. É que o programa não é nada. E nada multiplicado por toda essa atenção midiática continua dando em nada, como aprendemos nas aulas de Matemática.

Bem, estava eu ainda nessa pré-depressão, numa zona que poderia ser descrita como sentimento zero, quase deacreditando na capacidade do homem criar algo novo até o final desse milênio que mal começou, quando abro o jornal de hoje e sou iluminado por essa charge do Caco Galhardo.

Vale a pena entortar o pescoço para saboreá-la. A explosiva mente doentia de Caco me tirou da casa limpinha, brocha e asséptica onde eu estava com a mente confinada desde que caí na tentação de assistir ao programa BBB8, na última terça-feira. Agora, estou livre, milagre, aleluia!

Prezado Caco, pense nos milhões de brasileiros que você pode salvar. Por favor, funde urgentemente sua própria igreja.

(Marcelo Tas)

Escrito por cg às 12h16

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