Blog da Pands

16/03/2007



Esse é o pôster que fiz pra peça do Jon Fosse que estréia amanhã no Satyros.

ERRATA: o horário não é 24h, como coloquei no penúltimo post, e sim às 21h.

Escrito por cg às 10h20

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15/03/2007

VOVÔ DE CHICO BACON



Nesta semana comecei com as tiras do Vovô de Chico Bacon, na Folha. Quem deu a idéia foi o Reinaldo Moraes, na última vez que sentamos no Mercearia. "Por que você não faz o avô do Chico Bacon?". Depois me mandou um monte de idéias, então é uma parceria das mais legais que está rolando, e sem dúvida uma das mais prazerosas.



O Reinaldão é tremendo escritor, marcou época no comecinho dos anos 80 com seu "Tanto Faz", uma puta apologia à vida largada e ao nada. Seu último livro de contos, "Umidade" também é do caralho. Nos últimos tempos, anda reescrevendo incessantemente e obstinadamente seu novo romance, que um dia ficará pronto, se Deus quiser! Enquanto isso, vamos de vovô do Chico Bacon, nosso rebento. Tivemos um vovô.

Escrito por cg às 11h38

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14/03/2007

ROXO NA PRAÇA



Neste sábado estréia, no Teatro Satyros 1, a peça ROXO, texto do escritor e dramaturgo noruegues Jon Fosse dirigido pela Fernanda D'Umbra. A Fernanda me chamou pra desenhar o cartaz, então fui ontem na praça ver o ensaio. O texto trata de uma banda de adolescentes tentando ensaiar em um porão sujo. É uma peça juvenil, escrita e montada para adolescentes, mas tem uma estranheza alí, umas pausas longas, um troço esquisito, gostei muito. A peça é curtinha e a direção da Fernanda é excelente. Então, quem está na flor da idade e clica por aqui, tem programão à partir desse sábado.

ROXO. Sextas e sábados às 24h. Espaço Satyros 1. Praça Roosevelt, 214.

Escrito por cg às 12h13

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13/03/2007

Escrito por cg às 14h10

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12/03/2007

CRÍTICA À MELECA DE NARIZ



À primeira vista, a meleca delicada e pegajosa parece contrastar com a dimensão grandiosa, quase épica, e a força ostensiva da escultural narina. Dependurada, revela a tensão existente entre dois corpos de massa e superfícies distintas. Mas numa observação mais cuidadosa, percebem-se os reais nexos entre a narina comum e sua meleca, abrindo um extenso leque que nos joga para uma nova percepção espacial.

Na construção dessa linguagem escultórica, a meleca expõe sua diversidade de materiais específicos, pêlos, poeira solidificada, fluídos nasais. Sua precariedade nos coloca diante de questões primárias como a impossibilidade e o niilismo ético. Os pêlos, endurecidos, se retorcem e se esticam e se grudam à substância sólida da meleca, lembrando, de fato, uma dança materializada ocupando espaços públicos.

No início dos anos 80, a meleca abandonou a elegante contextura do lenço de algodão para lidar com princípios formais mais sutis, como a finura e delicadeza dos lenços de papéis Kleenex. Mas agora, ao ser exibida em sua condição primária, de origem, dependurada da própria narina, ganha força renovada, revelando também o contraste da opacidade, a radiância do verde musgo.

Artisticamente, este é um momento especial para a meleca. Com uma retrospectiva em cartaz até o final deste mês no Museu de Anatomia Moderna de São Paulo, ela acaba de ganhar também um livro sobre sua histórica importância, laçado pela editora Catota & Nariz.

Escrito por cg às 14h13

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