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10/11/2006
LETRA PARA SAMBINHA
 (baseado em fatos reais)
A SEDA VOOU
A seda voou, a seda voou Onde a seda foi parar...
Estava alí na minha mão, era do tipo importada Foi difícil de encontrar, consegui emprestada
Inesperadamente um vento bateu, nos deu um susto Desconfio que foi parar alí naquele arbusto
A seda voou, a seda voou Onde a seda foi parar...
Escrito por cg às 16h28
09/11/2006
CHICO BACON
Essa saiu ontem. Só pra lembrar que sou da época em que drink energizante era isso aí.

Escrito por cg às 11h24
08/11/2006
UM POUCO DE TUDO
Continuo gastando minha grana com cds. Parece que já está virando coisa de tiozinho, isso de comprar cds. Sem falar, que foi o último do Bob Dylan, que aliás é incrível. Mas pra quê, se posso baixar tudo na net? É o fetiche, do encarte, de botar na prateleira, de organizar por ordem alfabética, um lance que vem da época do vinil. Me faz lembrar de um artigo do Tibor Kalman sobre design e fetiche, em que ele sugeria que produtos como o cigarro fossem embalados sem nenhum apelo visual. Quem compraria esse Marlboro aí? Pra mim, é mais ou menos como baixar da net. Sou fetichista em todos os aspectos.

Pensando nessas coisas, fui pro sofá folhear o “Book of Surrealist Games”, que meu amigo André me emprestou. Já falei dele no primeiro programa do FOGO NO RADIO. O programinha está ficando legal, tem que ouvir. O livro é genial, os surrealistas se dedicaram com afinco na arte de criar jogos muito divertidos. Um amigo uma vez comentou que achava que os surrealistas foram os imbecis mais legais da história. Os surrealistas não tinham nada de imbecis, mas por vezes comportavam-se como imbecis geniais, só pra provocar. Aliás, o livro tem uma sensacional sessão de Provocações. Surrealistas gostavam de provocavar particularmente a igreja. Aí vão duas frases de Benjamim Péret.
"Se estiver passando por um cemitério, jogue algum lixo pelo muro, isso traz boa sorte."
"Se você vir um padre sendo espancado, faça um pedido"
 Benjamin Perét em performance de insultar um padre
E também tem o Hokusai, que não tem absolutamente nada a ver com os surrealistas, é um artista japonês do século XVIII, esse aí é seu desenho mais famosos, e meu predileto, acima de tudo. Depois falo mais do Hokusai, hoje não.

Este é um post em homenagem ao Renato, inesquecível professor de faculdade, que começava suas aulas falando de Foucault, passava por Marx, Picasso, Baudrillard, McLuhan e no final ninguém entendia picas. Ficava com um cigarrinho apagado na mão, um dia o convidei pra tocar guitarra com a banda num domingão à tarde, ele chegou tarde da noite, depois que todo mundo já tinha indo embora. Tinha passado a tarde comendo feijoada e tomando caipirinha. Nunca mais o vi.

Escrito por cg às 15h22
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